Ieda Chaves Freitas
Percepções sobre o que li, vi e vivi.
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Textos
A ESTRADA DA VIDA
Acordei cedo e, ao olhar por uma das janelas do meu quarto, vi o sol brilhando no horizonte e poucas nuvens no céu, deixando a paisagem majestosa. O dia estava lindo, pensei. Diante do esplendor da natureza, tive a ideia de aproveitar aquela manhã para fazer um longo passeio pela estrada da vida.

Escolhi o caminho que me conduziria para onde planejei ir, sem ter hora para chegar ou voltar. O percurso longo sinalizava que o tempo não era mais importante que o trajeto a ser feito e que a estrada, apesar de ter alguns anos de construção, ainda estava em bom estado de conservação, assim oferecia segurança para a viagem.

A paisagem, na medida em que eu avançava pela estrada, fazia-me contemplativa. O verde da floresta sinalizava a esperança de que eu ainda tinha muito a trilhar e a aprender com a diversidade da vida. As oportunidades que a natureza oferece, quando se observa com sabedoria e respeito, mostram que é necessário se proteger dos perigos.

As curvas, por vezes suaves, facilitavam a minha leitura de enxergar a beleza de tudo que estava ao meu entorno e, ao mesmo tempo, fazia-me refletir no sentido da leveza da alma. As retas da estrada me diziam que a vida nem sempre é linear, pois logo a seguir aparecem as curvas fechadas, sinalizando que é preciso ter cuidado, redobrar a atenção e continuar nos caminhos que muitas vezes são sinuosos e, outras vezes, molhados pelas lágrimas, o que induz reduzir a velocidade, frear e seguir em intensidade moderada para não deslizar e cair nos precipícios.

Em um determinado momento, resolvi parar, estava diante de um mirante e ali me permiti ficar um tempo e pensar sobre quantas vezes tive que caminhar com esforço para chegar ao topo, e de como essa jornada, feita com tanta diligência, valeu a pena. Olhei com mais atenção e avistei, na perfeição da colina, um turbilhão de imagens e, em muitas delas, relembrei como fui cuidadosa nas descidas. Todavia, em algumas, escorreguei, caí, machuquei-me, mas fui imperiosa, corajosa e me levantei. Com o tempo os machucados sararam, assim como as mágoas e decepções, estas deixei-as que o tempo as cicatrizassem. Devo permanecer assim, esquecendo o que não foi bom, realçando e dando graças ao que vivi intensamente.

Olhei novamente para o cenário a minha frente e lhe ofereci, em troca de tanto encanto, o meu melhor sorriso e, logo depois, meditei sobre como foi prazeroso esse meu caminhar, pois que até as topadas sofridas levaram-me para frente. E, mesmo quando me desequilibrei, tive alguém para me apoiar, o que me faz ser grata a essas pessoas, mas não só por isso, também pelo fato de saber reconhecer que pelas estradas da vida muitos são os caminhantes que nos fazem companhia, bem como há ainda aqueles que mesmo distantes continuam sendo ponto de apoio.
Continuei meu plano de viagem  pela estrada da vida, replanejando algumas rotas, sabendo que iria precisar, aqui e acolá, do apoio de mapas, porém olhando continuamente para frente e tendo a convicção de que o caminho que escolhi ainda tem muitos quilômetros a serem percorridos e, certamente,  irei usar o retrovisor para, com base no que aprendi  e pratiquei ao longo das minhas andanças por aí, traçar outras rotas, contemplar novas paisagens, fazer novas reservas, curtir belas aventuras, acumular milhas de diversão e prazeres, porque pretendo, nesse novo trajeto, viver com simplicidade e autenticidade, ter belos sonhos e, quem sabe, realizar as minhas fantasias.

Ieda Chaves Freitas
Enviado por Ieda Chaves Freitas em 12/02/2020
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